Valor de p

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Valor de p

Mensagem por lipegui em Seg Nov 27, 2017 11:41 pm

Boa noite prof. Marcos e colegas!!

Estudando com um pouco mais de calma os testes de hipótese, senti vontade de explorar um pouco mais o valor de p. No primeiro exemplo, em que estudamos se tinha diferença de espécies entre o ambiente primário e o secundário, quando fizemos o teste t, o R retornou um valor de p de 0.05423 (vide figura).
" />

Por curiosidade resolvi calcular esse valor. Para isso utilizei o seguinte comando:
Código:
1-pt(1.9809, 41.634)
[1] 0.027117

O programa retornou um valor de p de 0.027117. Esse valor é a metade que o valor de p do teste t. Isso, por um acaso, tem a ver com aquele lance da caudalidade?

Outra coisa, na faculdade, pelo que me lembro, a gente interpretava esses testes de hipóteses utilizando o valor calculado comparando-o com um valor tabelado.

Para o caso do nosso exemplo, utilizando o alfa de 0.05 e os graus de liberdade que o próprio teste t deu, pedi ao R o valor do t tabelado, pelo comando:

Código:
qt(0.95, 41.634)
[1] 1.682286

Com esse valor do t tabelado, calculei o p de novo, pra ver se batia com o alfa, pelo comando:

Código:
1-pt(1.682286, 41.634)
[1] 0.04999999

Então eu posso utilizar também essa alternativa de comparar o valor t calculado com um valor t tabelado. Nesse caso, um valor t calculado maior que um valor t tabelado implica em rejeitar Ho e, caso contrário, não rejeitaria Ho. Poderia interpretar dessa forma também?

Obrigado.
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Re: Valor de p

Mensagem por Prof. Marcos em Ter Nov 28, 2017 9:14 am

Oi, Felipe!

Então, na verdade é algo simples. Repare que o valor de p da função t.test foi exatamente o dobro do valor de p da função pt. Wink

A função t.test tem como default o teste t bicaudal, e só faz o unicaudal quando você diz isso explicitamente, com o argumento 'alternative'. A função pt faz o teste unicaudal, então o p calculado foi metade do p bicaudal.

Sobre o uso da tabela: é possível usá-la, e faz todo sentido, mas na prática é um método defasado. A tabela simplesmente nos dá "pedaços" da distribuição teórica usada, e nos permite chegar numa aproximação do valor de p (saber que ele é menor do que um dado limite, por exemplo). Mas com o uso dos computadores não faria sentido usar a tabela, já que podemos calcular o valor de p exato, e não apenas uma aproximação.

Então recomendo continuar o usando o valor de p que está no output do teste, e, no caso do teste t, atentar sempre para a questão da caudalidade (que, como eu comento na aula, deve sempre fazer parte da pergunta).

Abraços!
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